Light

Relações com Investidores

Modelo de Negócio

O modelo de negócios da Light, sustentado pela governança corporativa e pelo modelo de gestão da companhia, está relacionado às atividades de distribuição, geração, comercialização e serviços de energia elétrica.

Para o desenvolvimento de nossas atividades, contamos com recursos e relacionamentos estabelecidos, que, seguindo a Estrutura Internacional para Relato Integrado, são chamados de “capitais", que se subdividem em:

Capital Manufaturado

Esse capital representa a infraestrutura, as instalações próprias, os materiais e os equipamentos de propriedade da Light, necessários ao funcionamento das atividades da companhia, tais como: usinas, reservatórios, barragens, canais, diques, vertedouros, subestações, linhas e redes de distribuição, transformadores, condutores elétricos, disjuntores, seccionadores e dispositivos de proteção e controle, além das estruturas de apoio como veículos, laboratórios de ensaios elétricos e eletrônicos, sistemas computacionais, rede corporativa, intranet e internet, entre outros.

Capital Natural

São os recursos ambientais renováveis ou não renováveis e processos ambientais que apoiam a Light no fornecimento de serviços e produtos, incluindo água, terra, florestas e biodiversidade. 

Capital Humano

Esse capital representa as competências, os conhecimentos e as habilidades individuais dos profissionais da Light, compondo o acervo de experiências e cultura da organização. Considera as ações para alinhamento da força de trabalho à cultura organizacional e às estratégias da companhia, com foco em resultados. O capital humano engloba também as ações de treinamento, comunicação interna, retenção, engajamento e promoção da integração entre as diversas áreas para aprimoramento dos processos.

Capital Intelectual

Representa o conhecimento tácito, as normas e os procedimentos organizacionais, os sistemas corporativos, as patentes e licenças, as tecnologias, os projetos de P&D, entre outros. Engloba também os processos de gestão do conhecimento, visando à sua manutenção na formação de gerações futuras. 

Capital Social e de Relacionamento

Esse capital considera os relacionamentos com as partes interessadas e/ou participação em redes, compartilhando informações e melhorando o bem-estar individual e coletivo. Ele contempla relacionamentos estabelecidos, parcerias, valores em comum, intangíveis relacionados à marca e reputação etc.

Destacam-se aqui as ações voltadas para os clientes cativos e livres, incluindo as comunidades do entorno, o relacionamento com fornecedores e poderes públicos, a comunicação institucional e a imprensa.

Capital Financeiro

São os recursos disponíveis para a prestação de serviços e investimentos, englobando retorno de investimentos realizados, ações, dívidas contraídas, subsídios recebidos, entre outros. Na Light, o capital financeiro está relacionado aos resultados da companhia, à compra de energia, aos novos negócios, à regulação, entre outros temas e atividades.

Conheça mais sobre a Light no Relatório de Sustentabilidade 2015

Governança corporativa

O Manual de Governança Corporativa da Light detalha o conjunto de mecanismos formais e práticas destinados a atender aos objetivos de criação de valor para a Companhia e seus acionistas.

A transparência e o diálogo com o mercado e demais stakeholders são garantidos da seguinte forma:

  • Construção de uma dinâmica positiva entre acionistas, propiciando direcionamento claro à Companhia e agilidade na tomada de decisão;
  • Criação de condições necessárias à gestão eficaz dos negócios pelos executivos;
  • Formalização e organização das interfaces, permitindo diálogo e entendimento efetivo entre acionistas e executivos;
  • Divulgação oportuna e precisa de todos os fatos relevantes referentes à Light, inclusive situação financeira, desempenho, participação acionária e governança.

Na estrutura de governança da companhia, o Fórum de Acionistas é o órgão responsável por consolidar o alinhamento das decisões dentro do grupo controlador. Ele é formado pela Assembleia Geral, pelo Conselho Fiscal e pelo Fórum dos Controladores.

Essa estrutura conta ainda com os Fóruns de Interface, compostos pelo Conselho de Administração e pelos comitês que o assessoram. Esses comitês são consultivos e não possuem funções executivas ou de caráter deliberativo. São mobilizados ou se reúnem para tratar de assuntos previstos no Manual de Governança ou de temas específicos indicados pelo Conselho de Administração e/ou Diretoria.

Conselho de Administração e comitês [G4-38, G4-40]

O presidente do Conselho de Administração não é um diretor executivo. [G4-39]

Na composição do Conselho de Administração, no mínimo, 20% dos conselheiros são independentes, de acordo com a definição do Regulamento de Listagem do Novo Mercado. Também são considerados independentes os conselheiros eleitos mediante faculdade prevista pelo artigo 141, §§ 4° e 5º, da Lei das Sociedades por Ações.

Conselheiro Independente caracteriza-se por: (i) não ter qualquer vínculo com a Companhia, exceto participação de capital; (ii) não ser Acionista Controlador, cônjuge ou parente até segundo grau daquele, ou não ser ou não ter sido, nos últimos 3 (três) anos, vinculado a sociedade ou entidade relacionada ao Acionista Controlador (pessoas vinculadas a instituições públicas de ensino e/ou pesquisa estão excluídas desta restrição); (iii) não ter sido, nos últimos 3 (três) anos, empregado ou diretor da Companhia, do Acionista Controlador ou de sociedade controlada pela Companhia; (iv) não ser fornecedor ou comprador, direto ou indireto, de serviços e/ou produtos da Companhia, em magnitude que implique perda de independência; (v) não ser funcionário ou administrador de sociedade ou entidade que esteja oferecendo ou demandando serviços e/ou produtos à Companhia, em magnitude que implique perda de independência; (vi) não ser cônjuge ou parente até segundo grau de algum administrador da Companhia; e (vii) não receber outra remuneração da Companhia além daquela relativa ao cargo de conselheiro (proventos em dinheiro oriundos de participação no capital estão excluídos desta restrição).

Em 31 de dezembro de 2015, o Conselho de Administração possuía 11 membros e seus respectivos suplentes, sendo dois conselheiros independentes e um representante dos empregados da Companhia. Dos 11 conselheiros, dez eram do gênero masculino e um do gênero feminino. Em relação aos suplentes, todos os conselheiros são do sexo masculino.

Entre as características e condutas exigidas dos conselheiros, citamos as seguintes:

  • Informar-se profundamente sobre a Companhia, seus negócios e todos os assuntos submetidos ao Conselho de Administração;
  • Levar para discussão qualquer questão cujo debate seja de interesse da Light, oferecendo contribuições pertinentes;
  • Colocar os interesses da companhia acima daqueles dos sócios ou demais conselheiros;
  • Trabalhar bem em equipe e expressar-se adequadamente;
  • Possuir sólido background de negócios;
  • Manter bom relacionamento e ser cooperativo com os demais conselheiros;
  • Contribuir para o planejamento de longo prazo;
  • Preparar-se para as reuniões, participar delas e estar disponível quando preciso;
  • Atuar de forma atenta e proativa.

Os conselheiros possuem experiências nas seguintes áreas: energia, relações com investidores, captação de recursos, administração financeira, finanças, economia, telefonia, engenharia elétrica, consultoria de negócios, administração de empresas, jurídica, comunicação, desenvolvimento de projetos, bancários, forças armadas.

Ao todo, a Light possui cinco comitês: Comitê de Auditoria (CAUDIT), Comitê de Finanças (CFIN), Comitê de Recursos Humanos (CRH), Comitê de Gestão (CGEST) e Comitê de Governança e Sustentabilidade (CGOV).

Veja a competência de cada um no Manual de Governança

O Comitê de Governança e Sustentabilidade (CGOV) participa do recrutamento de conselheiros independentes para o Conselho de Administração, desenvolvendo e gerenciando o processo de seleção.

O CGOV também possui atribuições relacionadas à sustentabilidade, tais como:

  • Propor práticas e regras de governança e sustentabilidade que assegurem o bom funcionamento do Conselho de Administração;
  • Conduzir o processo de avaliação da governança corporativa e sustentabilidade da Companhia;
  • Assessorar o Conselho de Administração na disseminação do conceito estratégico de sustentabilidade, buscando garantir sua adesão à estratégia de longo prazo da companhia;
  • Sugerir diretrizes gerais ao Conselho de Administração para aplicação dos princípios de sustentabilidade;
  • Monitorar as iniciativas da Companhia relacionadas ao desenvolvimento sustentável. [G4-35]

Todos os membros dos comitês do Conselho de Administração são administradores e não recebem remuneração específica para isso.

A seguir, relacionamos o perfil e as características de seus membros:

  • Possuem conhecimentos específicos e relevantes para os respectivos comitês que integram;
  • São participativos e dispostos a discussões construtivas;
  • Têm disponibilidade de tempo e capacidade analítica para efetuar as análises requeridas;
  • São de fácil acesso aos acionistas principais, para interagir com eles durante as discussões dos comitês, se necessário;
  • Aprofundam-se em assuntos específicos do comitê;
  • Possuem habilidades para coordenar e liderar o comitê, se necessário;
  • Têm capacidade para comunicar aos outros conselheiros os pontos críticos das discussões dos comitês.

A composição dos comitês pode ser encontrada em http://ri.light.com.br/ptb/administracao.

Diretoria Executiva

Os critérios para seleção e contratação dos diretores consideram as suas habilidades e competências. As vagas para qualquer nível ou setor da Companhia são preenchidas, preferencialmente, por profissionais da área de concessão da Light, mas não há uma cláusula específica para contratação de mão de obra local. [G4-EC6]

Veja a composição atual da diretoria executiva da Light

Analisando riscos e oportunidades [G4-45, G4-46, G4-47]

As reuniões do Conselho de Administração são realizadas, ordinariamente, uma vez por mês; e extraordinariamente quando necessário. Antes de cada reunião, os comitês de assessoramento, dentro de suas competências, reúnem-se para análise e aprofundamento em todas as matérias apresentadas pela Diretoria Executiva, previstas para serem deliberadas pelo Conselho de Administração.

No Estatuto Social da Companhia, são delegadas atribuições aos diretores em função do respectivo cargo. O Diretor Presidente é responsável por coordenar a gestão de riscos corporativos em todas as suas ações, propondo políticas; o Diretor de Finanças coordena a gestão dos riscos financeiros; e o Diretor de Energia deve identificar, medir e gerenciar os riscos associados à comercialização de energia.

Compete ainda ao Conselho de Administração:

  • Fiscalizar a gestão dos diretores, examinando a qualquer tempo os livros e papéis da Companhia e solicitando informações sobre contratos celebrados ou em vias de celebração;
  • Prevenir eventuais perdas de valor devido à divulgação de informações financeiras impróprias ou a não divulgação de informações obrigatórias;
  • Apoiar o relacionamento da Light com governos, sindicatos, clientes e principais fornecedores, atuando em comum acordo com a Diretoria.
Solução de conflitos [G4-41]

A Light não possui mecanismo ou política de identificação e solução de conflitos de interesse além daqueles impostos por lei. Eventuais ocorrências serão solucionadas de maneira individualizada, conforme a necessidade.

A Companhia, seus acionistas, administradores e membros do Conselho Fiscal obrigam-se a resolver, por meio da Câmara de Arbitragem do Mercado, qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada ou oriunda da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos das disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), no Estatuto Social da Light e nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Incluem-se aqui as normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, além daquelas que constam no Regulamento de Listagem do Novo Mercado, do Contrato de Participação do Novo Mercado, do Regulamento de Sanções e do Regulamento de Arbitragem da Câmara de Arbitragem do Mercado.

Nos termos do Acordo de Acionistas da Companhia, celebrado entre Cemig, Andrade Gutierrez Concessões, Luce Empreendimentos e Participações e Rio Minas Energia Participações, em 30 de dezembro de 2009, os administradores indicados pelas partes deverão exercer direito a voto de acordo com a orientação comum estabelecida nas reuniões prévias, que deverão ser realizadas anteriormente a qualquer assembleia ou reunião do Conselho de Administração.

Em regra, as matérias serão aprovadas desde que contenham votos afirmativos que representem mais da metade das ações. Contudo, há determinadas matérias estabelecidas no Acordo de Acionistas que exigem quorum qualificado. De acordo com o artigo 11, §1º, do Estatuto Social da Light, nas deliberações sobre a realização de negócio pela Companhia ou por suas subsidiárias com acionistas ou partes relacionadas, os conselheiros indicados pelo acionista que pretende realizar o negócio se ausentarão do local durante a discussão e votação da matéria.

Todas as transações com as partes relacionadas estão de acordo com os contratos firmados e com os principais termos divulgados em Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras. Adicionalmente, as empresas concessionárias e autorizadas, subsidiárias da Light, devem observar as regras contidas na Resolução ANEEL nº 334/2008, que estabelece procedimentos para controle prévio e posterior da agência sobre atos e negócios jurídicos entre concessionárias, permissionárias e autorizadas, bem como suas partes relacionadas.

As principais transações realizadas atualmente pela Light, envolvendo partes relacionadas, são operações do negócio da Companhia, como compra e venda de energia elétrica, e obrigações atuariais com o fundo de pensão patrocinado pela Light e suas controladas. A divulgação dessas transações é realizada por meio da publicação das atas das reuniões no Diário Oficial da União (DOU) e da apresentação à CVM, além de constarem no Formulário de Referência da Light.

Políticas de remuneração [G4-51, G4-52]

Na estrutura organizacional da Companhia, há um comitê específico para tratar das questões de remuneração dos administradores estatutários: o Comitê de Recursos Humanos (CRH). Esse comitê possui caráter permanente e é formado por representantes do Conselho de Administração. O CRH tem por objetivo revisar e propor ao Conselho de Administração as políticas e diretrizes de remuneração para os diretores estatutários da Companhia, bem como para os membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal, tendo como base as metas de desempenho estabelecidas pelo Conselho de Administração.

O Conselho de Administração avalia as recomendações do CRH e aprova os valores das remunerações fixas e variáveis, respeitando os limites determinados na Assembleia Geral Ordinária.

Nos planos de remuneração da companhia, não existe cláusula que permita confiscar salários e bônus em caso de má administração ou contabilidade fraudulenta (clawbacks). Contudo, a Light possui regras e mecanismos voltados à conduta ética, que se aplicam não somente à sua força de trabalho, mas também aos conselheiros e executivos.

O plano de previdência complementar oferecido aos executivos e empregados da Light é o Braslight. Os conselheiros não possuem direito a ele, com exceção daqueles que forem empregados ou ex-empregados da Companhia. A cobertura das obrigações previstas no plano de previdência está detalhada em www.braslight.com.br. [G4-EC3]

As opiniões dos stakeholders não são consideradas de forma específica na definição da remuneração, embora a Companhia tenha a satisfação do cliente como um indicador para mensuração dos resultados da remuneração variável. [G4-53]

Remuneração

A) Conselho de Administração

Os membros do Conselho de Administração possuem remuneração fixa, com um honorário pago mensalmente. Os valores são baseados no cargo que ocupam: membros efetivos ou suplentes. Há recolhimento de encargos sociais e reembolso para despesas com transporte e estadias, necessárias ao desempenho da função.

B) Diretoria Estatutária

Os membros da Diretoria Estatutária possuem remuneração fixa e variável, além de benefícios. A remuneração fixa representa o honorário pago, mensalmente, pela posição que ocupam.

A remuneração variável é composta por bônus de curto prazo, baseado em valores de mercado e de acordo com a complexidade da posição, ambos atrelados a performance de metas e indicadores de desempenho. Trata-se de uma parcela da remuneração baseada no desempenho do executivo e nos indicadores globais da Companhia, o que permite compartilhar riscos e resultados.

Em 2015, para o bônus de curto prazo, foram considerados indicadores financeiros –  EBITDA, Lucro Líquido e Dividendos, BRR – e de qualidade dos serviços prestados –  DEC/FEC, Pesquisa de Satisfação dos Clientes, Perdas, PDD e Reclamações Procedentes Ouvidoria ANEEL.

Os benefícios são assistência médica, odontológica, previdência privada, seguro de vida e tíquete refeição. Vale mencionar que, sobre a remuneração fixa e variável, há recolhimento de encargos sociais.

C) Conselho Fiscal

A remuneração do Conselho Fiscal é fixada pela Assembleia Geral, que, conforme prescrito no § 3º do artigo 162 da Lei nº 6.404/76, não pode ser inferior a 10% da média da remuneração atribuída a cada diretor, excluindo benefícios, verbas de representação e remuneração variável. Os membros desse grupo possuem remuneração fixa, além dos reembolsos legais de despesas com locomoção e estadias, necessárias ao desempenho da função. Há recolhimento de encargos sociais.

D) Empregados

A remuneração dos empregados é composta por salário mensal, benefícios e remuneração variável.

O pacote de benefícios sociais engloba planos de previdência privada, auxílio alimentação, plano de saúde, seguro de vida, auxílio creche, assistência social e psicológica, bolsa de estudo do Colégio Primeiro de Maio, entre outros.

Em 2015, os indicadores de desempenho global para a remuneração variável foram os seguintes: Perdas não Técnicas sobre Faturamento de Baixa Tensão, Taxa de Arrecadação, DEC, FEC, Pesquisa de Satisfação dos Clientes, Fator de Disponibilidade das Usinas (FID), Novas Certificações no Sistema de Gestão Ambiental (SGA).

Ética [G4-56,G4-57,G4-58]

No momento da contratação, todos os empregados e fornecedores assinam e concordam que estão plenamente cientes e de acordo com o que está estabelecido no Código de Ética.

Em 2015, o Canal Corporativo recebeu 18 denúncias referentes a assédio moral, maus-tratos ou descriminação, cinco referentes à violação de leis trabalhistas, 14 relacionadas a favorecimento ou conflito de interesses, fraude, suborno ou propina e 29 denúncias sobre violação de normas internas. Na Ouvidoria e no atendimento da Light, chegaram 193 denúncias administrativas feitas por clientes, referentes a desvios de conduta que ferem o Código de Ética. [G4-HR3, G4-HR12, G4-SO5]

Também realizamos diversas ações internas para disseminar o Código de Ética e Conduta Empresarial, revisado em 2014.

Para os empregados próprios, lançamos o curso online Nossa Ética, que contou com monitoria personalizada e ações de reforço e incentivo para adesão, como carta do Presidente, e-mails de divulgação, TV corporativa e intranet. Em 2015, 3.789 empregados concluíram o curso. [G4-HR2, G4-SO4]

A Light produziu e distribuiu exemplares da cartilha Nossa Ética para prestadores de serviço. A iniciativa teve como objetivo reforçar o Código de Ética e Conduta Empresarial de forma clara e didática, com exemplos do dia a dia que reforçam a importância de uma postura alinhada com princípios imprescindíveis para a atuação nas empresas do Grupo Light. Atualmente, a companhia possui 8.329 terceiros que, comprovadamente, já receberam as cartilhas. [G4-SO4]

Para reforçar a leitura do Código de Ética e Conduta Empresarial por toda a força de trabalho, preparamos pílulas mensais em formato de e-mail marketing com os principais pontos do documento, como corrupção, assédio, diversidade, recebimento de presentes e relacionamento com fornecedores, bem como divulgamos o Canal Corporativo. [G4-SO4]

Além disso, em treinamentos, palestras e eventos, sempre apresentamos o vídeo DNA, que aborda a prática dos valores da Light e reforça a importância da conduta ética. Especificamente no caso dos trabalhadores que prestam serviços em Áreas de Perda Zero (APZs), ocorreram palestras sobre o tema durante a ambientação. [G4-SO4]

Por e-mail, divulgamos comunicados com exemplos de situações reais de desvios éticos e suas consequências, visando dar transparência aos ocorridos e reforçar a cultura ética na companhia. [G4-SO4]

Em 2015, a Light estruturou o programa de compliance da companhia, que contempla os riscos relacionados à corrupção envolvendo agentes públicos, previstos na Lei 12.846/13, e demais stakeholders. O programa prevê duas linhas de atuação. A primeira delas se dá por meio de ações preventivas, que disseminam a importância da ética nas relações profissionais e pessoais. A segunda linha atua na identificação de casos de corrupção ou desvios de conduta por meio de denúncias no Canal Corporativo e canais de comunicação com os clientes, assim como pelo próprio monitoramento dos riscos.

Em função de nossos mecanismos de detecção, em 2015, foram finalizados 86 trabalhos de cunho investigativo, sendo 34 concluídos como procedentes e para os quais foram adotadas as medidas administrativas cabíveis.

Além disso, realizamos o mapeamento dos principais riscos de corrupção nos processos da Light, tendo sido identificados 72 riscos, para os quais foram desenhadas as respectivas recomendações de controles para mitigação. Para mapeamento dos riscos, desenvolvimento de recomendações e elaboração de normas internas, a Light contou com o apoio de uma consultoria especializada.

Por todas as ações aqui descritas, a Light considera que 100% das operações são submetidas à análise de riscos relacionados à corrupção. [G4-SO3]

Estratégia e sustentabilidade

Para a consecução das estratégias, a companhia conta com um modelo de gestão e de governança estruturado, baseado em relações éticas, verdadeiras e transparentes com governos, sociedade, clientes, acionistas, administradores, empregados, prestadores de serviços, fornecedores, sindicatos, associações de classe e todos os outros públicos de interesse que se relacionam com a Companhia e contribuem para a realização da missão, a concretização da visão e a construção da marca e da imagem institucional no dia a dia. O compromisso com a geração de valor para a empresa e suas partes interessadas pode ser constatado a partir do momento em que as questões prioritárias da Matriz de Materialidade da Light são alinhadas com o Planejamento Estratégico e com a alta administração da Companhia.

O cruzamento das questões prioritárias da Matriz de Materialidade com as macrodiretrizes definidas no Planejamento Estratégico ajuda a identificar os temas que possuem maior conexão com a estratégia da companhia.

A Light definiu dez macrodiretrizes para o período 2015-2019, com a orientação estratégica de conciliar sinergias, eficiência operacional e combate às perdas e à inadimplência. São elas:

A Catavento, consultoria especializada em sustentabilidade, validou os temas priorizados na Matriz de Materialidade com a alta administração da Light, conectando-os à estratégia, com o objetivo de que a Matriz se torne uma referência chave no embasamento das decisões de negócio da Light e no direcionamento do processo de prestação de contas.

Das dez macrodiretrizes estratégicas, três possuem alta conexão com a Matriz de Materialidade, quatro possuem média conexão e apenas duas têm baixa conexão, conforme figura a seguir:

A convergência das ações estratégicas ao desenvolvimento sustentável pode ser explicada pelo fato de a Light atuar no setor de infraestrutura, cujas atividades afetam diretamente a sociedade e o ambiente em que ela está inserida.

Gestão de risco [G4-2]

Em busca da excelência em nossos processos de gestão, aprimoramos, continuamente, o monitoramento e o gerenciamento dos riscos aos quais a Light está exposta. Definimos risco como a probabilidade que um evento ocorra e impacte, negativamente ou positivamente, os resultados da companhia.

A gestão de riscos da Light atua tanto no nível estratégico quanto corporativo, de modo que, anualmente, a Matriz de Riscos Estratégicos e a Matriz de Riscos Corporativos sejam revisadas.

Financeiro

Os riscos financeiros estão relacionados a eventos não previstos que impactam a liquidez e/ou causam a deterioração da estrutura de capital da Companhia. Um dos riscos financeiros mais críticos é o de aumento da inadimplência, que está associado a variáveis como renda, emprego, taxa de juros e preço da energia, elementos que afetam a capacidade de pagamento dos clientes. Esse risco se torna crítico em face ao atual período econômico brasileiro, caracterizado por baixo crescimento econômico e recrudescimento inflacionário.

Buscamos mitigar esse risco com fortes investimentos na área comercial e na regularização de clientes. Destaca-se a atuação nas regiões ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Nesses territórios, atuamos com os projetos Comunidade Eficiente e Light Legal, que criou as Áreas de Perda Zero (APZs). Além disso, desenvolvemos ações de eficiência energética e educação ambiental para reduzir o desperdício e promover o consumo consciente. A atuação integrada desse conjunto de ações permite a redução dos índices de inadimplência nessas localidades. Educar o consumidor, alinhando dispêndio em energia com capacidade de pagamento, é um dos principais mecanismos de mitigação desse risco.

Operacional

Os riscos operacionais estão relacionados aos diversos processos da companhia, incluindo eventos inesperados, como erro humano, falha de equipamentos e sistemas e ação de agentes externos. Esses eventos podem provocar perdas substanciais no valor econômico da organização e na imagem, afetando os nossos clientes e, até mesmo, o desempenho em longo prazo da Companhia.

Entre os riscos operacionais críticos, destacamos o de perdas de energia elétrica. Para potencializar a redução das perdas não técnicas, a Light vem investindo, continuamente, em ações que vão desde os processos convencionais de inspeção de fraude, passando pela modernização da rede e dos sistemas de medição até o projeto das APZs.

Destacamos também como um risco operacional crítico os acidentes de trabalho e com a população. A operação e os processos de manutenção das redes de distribuição de energia e das unidades de geração envolvem grandes riscos de acidentes, com potenciais elevados de gravidade e fatalidade. Esses riscos dizem respeito aos acidentes relacionados à operação da companhia, envolvendo a força de trabalho – empregados e terceirizados – e/ou a população da área de concessão.

Para mitigar a ocorrência de riscos de acidentes de trabalho e com a população, a Light desenvolveu, em 2013, o Programa Vida!, que reduziu drasticamente o número e a gravidade dos acidentes. Esse programa, que é extensivo aos fornecedores e prestadores de serviço, atua na conscientização sobre a importância da vida de nossos profissionais e da população, trabalhando massivamente a necessidade de se adotar um comportamento seguro de toda a força de trabalho. Além disso, são realizadas inspeções constantes em campo para a verificação do cumprimento dos procedimentos de segurança pelas equipes. [EU21]

Outro risco relevante no aspecto operacional refere-se à qualidade do serviço, principalmente no fornecimento de energia e no atendimento aos clientes. Esse risco estende-se a fornecedores e empresas terceirizadas. Um exemplo é o risco de gestão de fornecedores, que envolve possíveis prejuízos econômicos ou à imagem da Companhia, causados pela atuação inadequada dos fornecedores e empresas terceirizadas. Ele se torna mais crítico a partir do momento em que grande parte das ações de expansão, emergência, manutenção e operação de campo é realizada por terceiros.

Para amenizar esse risco, empregamos processos avançados de seleção e gestão de fornecedores. Além disso, atualizamos procedimentos e políticas de contratação, assim como exigimos dos fornecedores o cumprimento dos critérios e diretrizes previstos no Acordo de Responsabilidade Social e no Código de Ética e Conduta Empresarial da Light. Dessa forma, garantimos que todos estejam de acordo com as diretrizes relacionadas aos direitos humanos, às práticas trabalhistas e à redução de impactos na sociedade, inclusive ambientais, adotadas pela Light. Assim, desenvolvemos uma cadeia de fornecedores robusta, perene e sustentável.

Compliance

Os riscos de compliance envolvem questões legais e regulatórias, assim como mudanças na conjuntura política que possam impactar o cenário do setor de energia. Em âmbito mais específico, as alterações na legislação implicam aumento de contingências judiciais para a Companhia.

O risco de contingências judiciais considera os prejuízos não esperados – e não contingenciados – com ações judiciais, gerados, principalmente, por resultados desfavoráveis em processos envolvendo a Light. O monitoramento desse risco está incorporado à rotina da área jurídica e da controladoria, que utilizam como métricas o perfil das contingências – ganho de causa provável, possível, remoto – e as entradas de novos processos de valor elevado.

Outro risco relevante de compliance refere-se à corrupção, que pode afetar a imagem da Companhia, bem como o nível de seu serviço para atendimento aos clientes. Para mitigação desse risco, a Light criou, em dezembro de 2014, a Gerência de Riscos e Compliance, que possui como principal atribuição o desenvolvimento, a implantação e o monitoramento do Programa de Compliance para combate à corrupção. Esse programa visa conscientizar toda a força de trabalho, inclusive fornecedores e prestadores de serviço, sobre a importância da ética nas relações de trabalho e no contato com os consumidores. O programa engloba também o tratamento das denúncias relacionadas a desvios de conduta que contrariem o Código de Ética e Conduta Empresarial, realizando as apurações necessárias e aplicando as medidas administrativas cabíveis. A Light reforça sistematicamente seu compromisso com a ética e repudia quaisquer práticas de corrupção.

Ainda no risco de compliance, considerando o aspecto regulatório, o risco hidrológico é um dos mais críticos, pois decorre de um deficit na capacidade de geração das hidrelétricas – conhecido pela sigla em inglês GSF (Generation Scaling Factor) – diferentemente do que foi projetado no cenário base. Se as hidrelétricas não gerarem 100% do volume previsto nos contratos, devido a uma estiagem prolongada, por exemplo, a diferença entre o total gerado e a garantia física precisará ser comprada no mercado de curto prazo com preços mais elevados. Assim, a causa raiz da redução do GSF também decorre da falta de chuvas e do baixo nível dos reservatórios.

Sendo assim, a gestão do risco hidrológico envolve o monitoramento de indicadores e cenários, assim como a rápida adaptação a possíveis consequências negativas desse risco. As métricas para acompanhamento envolvem nível dos reservatórios, cenário ambientais, acompanhamento de indicadores sobre o clima e avaliação do contexto político.

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