Light

Relações com Investidores

Modelo de Negócio

O modelo de negócios da Light, sustentado pela governança corporativa e pelo modelo de gestão da companhia, está relacionado às atividades de distribuição, geração, comercialização e serviços de energia elétrica.

Para o desenvolvimento de nossas atividades, contamos com recursos e relacionamentos estabelecidos, que, seguindo a Estrutura Internacional para Relato Integrado, são chamados de “capitais", que se subdividem em:

Capital Manufaturado

Esse capital representa a infraestrutura, as instalações próprias, os materiais e os equipamentos de propriedade da Light, necessários ao funcionamento das atividades da companhia, tais como: usinas, reservatórios, barragens, canais, diques, vertedouros, subestações, linhas e redes de distribuição, transformadores, condutores elétricos, disjuntores, seccionadores e dispositivos de proteção e controle, além das estruturas de apoio como veículos, laboratórios de ensaios elétricos e eletrônicos, sistemas computacionais, rede corporativa, intranet e internet, entre outros.

Capital Natural

São os recursos ambientais renováveis ou não renováveis e processos ambientais que apoiam a Light no fornecimento de serviços e produtos, incluindo água, terra, florestas e biodiversidade. 

Capital Humano

Esse capital representa as competências, os conhecimentos e as habilidades individuais dos profissionais da Light, compondo o acervo de experiências e cultura da organização. Considera as ações para alinhamento da força de trabalho à cultura organizacional e às estratégias da companhia, com foco em resultados. O capital humano engloba também as ações de treinamento, comunicação interna, retenção, engajamento e promoção da integração entre as diversas áreas para aprimoramento dos processos.

Capital Intelectual

Representa o conhecimento tácito, as normas e os procedimentos organizacionais, os sistemas corporativos, as patentes e licenças, as tecnologias, os projetos de P&D, entre outros. Engloba também os processos de gestão do conhecimento, visando à sua manutenção na formação de gerações futuras. 

Capital Social e de Relacionamento

Esse capital considera os relacionamentos com as partes interessadas e/ou participação em redes, compartilhando informações e melhorando o bem-estar individual e coletivo. Ele contempla relacionamentos estabelecidos, parcerias, valores em comum, intangíveis relacionados à marca e reputação etc.

Destacam-se aqui as ações voltadas para os clientes cativos e livres, incluindo as comunidades do entorno, o relacionamento com fornecedores e poderes públicos, a comunicação institucional e a imprensa.

Capital Financeiro

São os recursos disponíveis para a prestação de serviços e investimentos, englobando retorno de investimentos realizados, ações, dívidas contraídas, subsídios recebidos, entre outros. Na Light, o capital financeiro está relacionado aos resultados da companhia, à compra de energia, aos novos negócios, à regulação, entre outros temas e atividades.

Conheça mais sobre a Light no Relatório de Sustentabilidade 2016

Governança corporativa

O Manual de Governança Corporativa da Light detalha o conjunto de mecanismos formais e práticas destinados a atender aos objetivos de criação de valor para a Companhia e seus acionistas.

A transparência e o diálogo com o mercado e demais stakeholders são garantidos da seguinte forma:

  • Construção de uma dinâmica positiva entre acionistas, propiciando direcionamento claro à Companhia e agilidade na tomada de decisão;
  • Criação de condições necessárias à gestão eficaz dos negócios pelos executivos;
  • Formalização e organização das interfaces, permitindo diálogo e entendimento efetivo entre acionistas e executivos;
  • Divulgação oportuna e precisa de todos os fatos relevantes referentes à Light, inclusive situação financeira, desempenho, participação acionária e governança.

Na estrutura de governança da companhia, o Fórum de Acionistas é o órgão responsável por consolidar o alinhamento das decisões dentro do grupo controlador. Ele é formado pela Assembleia Geral, pelo Conselho Fiscal e pelo Fórum dos Controladores.

Essa estrutura conta ainda com os Fóruns de Interface, compostos pelo Conselho de Administração e pelos comitês que o assessoram. Esses comitês são consultivos e não possuem funções executivas ou de caráter deliberativo. São mobilizados ou se reúnem para tratar de assuntos previstos no Manual de Governança ou de temas específicos indicados pelo Conselho de Administração e/ou Diretoria.

Conselho de Administração e comitês [G4-38, G4-40]

O presidente do Conselho de Administração não é um diretor executivo. [G4-39]

Na composição do Conselho de Administração, no mínimo, 20% dos conselheiros são independentes, de acordo com a definição do Regulamento de Listagem do Novo Mercado. Também são considerados independentes os conselheiros eleitos mediante faculdade prevista pelo artigo 141, §§ 4° e 5º, da Lei das Sociedades por Ações.

Conselheiro Independente caracteriza-se por: (i) não ter qualquer vínculo com a Companhia, exceto participação de capital; (ii) não ser Acionista Controlador, cônjuge ou parente até segundo grau daquele, ou não ser ou não ter sido, nos últimos 3 (três) anos, vinculado a sociedade ou entidade relacionada ao Acionista Controlador (pessoas vinculadas a instituições públicas de ensino e/ou pesquisa estão excluídas desta restrição); (iii) não ter sido, nos últimos 3 (três) anos, empregado ou diretor da Companhia, do Acionista Controlador ou de sociedade controlada pela Companhia; (iv) não ser fornecedor ou comprador, direto ou indireto, de serviços e/ou produtos da Companhia, em magnitude que implique perda de independência; (v) não ser funcionário ou administrador de sociedade ou entidade que esteja oferecendo ou demandando serviços e/ou produtos à Companhia, em magnitude que implique perda de independência; (vi) não ser cônjuge ou parente até segundo grau de algum administrador da Companhia; e (vii) não receber outra remuneração da Companhia além daquela relativa ao cargo de conselheiro (proventos em dinheiro oriundos de participação no capital estão excluídos desta restrição).

Em 31 de dezembro de 2016, o Conselho de Administração possuía 11 membros e seus respectivos suplentes, sendo dois conselheiros independentes e um representante dos empregados da Companhia. Dos 11 conselheiros, dez eram do gênero masculino e um do gênero feminino. Em relação aos suplentes, todos os conselheiros são do sexo masculino.

Entre as características e condutas exigidas dos conselheiros, citamos as seguintes:

  • Informar-se profundamente sobre a Companhia, seus negócios e todos os assuntos submetidos ao Conselho de Administração;
  • Levar para discussão qualquer questão cujo debate seja de interesse da Light, oferecendo contribuições pertinentes;
  • Colocar os interesses da companhia acima daqueles dos sócios ou demais conselheiros;
  • Trabalhar bem em equipe e expressar-se adequadamente;
  • Possuir sólido background de negócios;
  • Manter bom relacionamento e ser cooperativo com os demais conselheiros;
  • Contribuir para o planejamento de longo prazo;
  • Preparar-se para as reuniões, participar delas e estar disponível quando preciso;
  • Atuar de forma atenta e proativa.

Os conselheiros possuem experiências nas seguintes áreas: energia, relações com investidores, captação de recursos, administração financeira, finanças, economia, telefonia, engenharia elétrica, consultoria de negócios, administração de empresas, jurídica, comunicação, desenvolvimento de projetos, bancários, forças armadas.

Ao todo, a Light possui cinco comitês: Comitê de Auditoria (CAUDIT), Comitê de Finanças (CFIN), Comitê de Recursos Humanos (CRH), Comitê de Gestão (CGEST) e Comitê de Governança e Sustentabilidade (CGOV).

Veja a competência de cada um no Manual de Governança

O Comitê de Governança e Sustentabilidade (CGOV) participa do recrutamento de conselheiros independentes para o Conselho de Administração, desenvolvendo e gerenciando o processo de seleção.

O CGOV também possui atribuições relacionadas à sustentabilidade, tais como:

  • Propor práticas e regras de governança e sustentabilidade que assegurem o bom funcionamento do Conselho de Administração;
  • Conduzir o processo de avaliação da governança corporativa e sustentabilidade da Companhia;
  • Assessorar o Conselho de Administração na disseminação do conceito estratégico de sustentabilidade, buscando garantir sua adesão à estratégia de longo prazo da companhia;
  • Sugerir diretrizes gerais ao Conselho de Administração para aplicação dos princípios de sustentabilidade;
  • Monitorar as iniciativas da Companhia relacionadas ao desenvolvimento sustentável. [G4-35]

Todos os membros dos comitês do Conselho de Administração são administradores e não recebem remuneração específica para isso.

A seguir, relacionamos o perfil e as características de seus membros:

  • Possuem conhecimentos específicos e relevantes para os respectivos comitês que integram;
  • São participativos e dispostos a discussões construtivas;
  • Têm disponibilidade de tempo e capacidade analítica para efetuar as análises requeridas;
  • São de fácil acesso aos acionistas principais, para interagir com eles durante as discussões dos comitês, se necessário;
  • Aprofundam-se em assuntos específicos do comitê;
  • Possuem habilidades para coordenar e liderar o comitê, se necessário;
  • Têm capacidade para comunicar aos outros conselheiros os pontos críticos das discussões dos comitês.

A composição dos comitês pode ser encontrada em http://ri.light.com.br/ptb/administracao.

Diretoria Executiva

Os critérios para seleção e contratação dos diretores consideram as suas habilidades e competências. As vagas para qualquer nível ou setor da Companhia são preenchidas, preferencialmente, por profissionais da área de concessão da Light, mas não há uma cláusula específica para contratação de mão de obra local. [G4-EC6]

Veja a composição atual da diretoria executiva da Light

Analisando riscos e oportunidades [G4-45, G4-46, G4-47]

As reuniões do Conselho de Administração são realizadas, ordinariamente, uma vez por mês; e extraordinariamente quando necessário. Antes de cada reunião, os comitês de assessoramento, dentro de suas competências, reúnem-se para análise e aprofundamento em todas as matérias apresentadas pela Diretoria Executiva, previstas para serem deliberadas pelo Conselho de Administração.

No Estatuto Social da Companhia, são delegadas atribuições aos diretores em função do respectivo cargo. O Diretor Presidente é responsável por coordenar a gestão de riscos corporativos em todas as suas ações, propondo políticas; o Diretor de Finanças coordena a gestão dos riscos financeiros; e o Diretor de Energia deve identificar, medir e gerenciar os riscos associados à comercialização de energia.

Compete ainda ao Conselho de Administração:

  • Fiscalizar a gestão dos diretores, examinando a qualquer tempo os livros e papéis da Companhia e solicitando informações sobre contratos celebrados ou em vias de celebração;
  • Prevenir eventuais perdas de valor devido à divulgação de informações financeiras impróprias ou a não divulgação de informações obrigatórias;
  • Apoiar o relacionamento da Light com governos, sindicatos, clientes e principais fornecedores, atuando em comum acordo com a Diretoria.
Solução de conflitos [G4-41]

A Light não possui mecanismo ou política de identificação e solução de conflitos de interesse além daqueles impostos por lei. Eventuais ocorrências serão solucionadas de maneira individualizada, conforme a necessidade.

A Companhia, seus acionistas, administradores e membros do Conselho Fiscal obrigam-se a resolver, por meio da Câmara de Arbitragem do Mercado, qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada ou oriunda da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos das disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), no Estatuto Social da Light e nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Incluem-se aqui as normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, além daquelas que constam no Regulamento de Listagem do Novo Mercado, do Contrato de Participação do Novo Mercado, do Regulamento de Sanções e do Regulamento de Arbitragem da Câmara de Arbitragem do Mercado.

Nos termos do Acordo de Acionistas da Companhia, celebrado entre Cemig, Andrade Gutierrez Concessões, Luce Empreendimentos e Participações e Rio Minas Energia Participações, em 30 de dezembro de 2009, os administradores indicados pelas partes deverão exercer direito a voto de acordo com a orientação comum estabelecida nas reuniões prévias, que deverão ser realizadas anteriormente a qualquer assembleia ou reunião do Conselho de Administração.

Em regra, as matérias serão aprovadas desde que contenham votos afirmativos que representem mais da metade das ações. Contudo, há determinadas matérias estabelecidas no Acordo de Acionistas que exigem quorum qualificado. De acordo com o artigo 11, §1º, do Estatuto Social da Light, nas deliberações sobre a realização de negócio pela Companhia ou por suas subsidiárias com acionistas ou partes relacionadas, os conselheiros indicados pelo acionista que pretende realizar o negócio se ausentarão do local durante a discussão e votação da matéria.

Todas as transações com as partes relacionadas estão de acordo com os contratos firmados e com os principais termos divulgados em Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras. Adicionalmente, as empresas concessionárias e autorizadas, subsidiárias da Light, devem observar as regras contidas na Resolução ANEEL nº 334/2008, que estabelece procedimentos para controle prévio e posterior da agência sobre atos e negócios jurídicos entre concessionárias, permissionárias e autorizadas, bem como suas partes relacionadas.

As principais transações realizadas atualmente pela Light, envolvendo partes relacionadas, são operações do negócio da Companhia, como compra e venda de energia elétrica, e obrigações atuariais com o fundo de pensão patrocinado pela Light e suas controladas. A divulgação dessas transações é realizada por meio da publicação das atas das reuniões no Diário Oficial da União (DOU) e da apresentação à CVM, além de constarem no Formulário de Referência da Light.

Políticas de remuneração [G4-51, G4-52]

Na estrutura organizacional da Companhia, há um comitê específico para tratar das questões de remuneração dos administradores estatutários: o Comitê de Recursos Humanos (CRH). Esse comitê possui caráter permanente e é formado por representantes do Conselho de Administração. O CRH tem por objetivo revisar e propor ao Conselho de Administração as políticas e diretrizes de remuneração para os diretores estatutários da Companhia, bem como para os membros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal, tendo como base as metas de desempenho estabelecidas pelo Conselho de Administração.

O Conselho de Administração avalia as recomendações do CRH e aprova os valores das remunerações fixas e variáveis, respeitando os limites determinados na Assembleia Geral Ordinária.

Nos planos de remuneração da companhia, não existe cláusula que permita confiscar salários e bônus em caso de má administração ou contabilidade fraudulenta (clawbacks). Contudo, a Light possui regras e mecanismos voltados à conduta ética, que se aplicam não somente à sua força de trabalho, mas também aos conselheiros e executivos.

O plano de previdência complementar oferecido aos executivos e empregados da Light é o Braslight. Os conselheiros não possuem direito a ele, com exceção daqueles que forem empregados ou ex-empregados da Companhia. A cobertura das obrigações previstas no plano de previdência está detalhada em www.braslight.com.br. [G4-EC3]

As opiniões dos stakeholders não são consideradas de forma específica na definição da remuneração, embora a Companhia tenha a satisfação do cliente como um indicador para mensuração dos resultados da remuneração variável. [G4-53]

Remuneração

A) Conselho de Administração

Os membros do Conselho de Administração possuem remuneração fixa, com um honorário pago mensalmente. Os valores são baseados no cargo que ocupam: membros efetivos ou suplentes. Há recolhimento de encargos sociais e reembolso para despesas com transporte e estadias, necessárias ao desempenho da função.

B) Diretoria Estatutária

Os membros da Diretoria Estatutária possuem remuneração fixa e variável, além de benefícios. A remuneração fixa representa o honorário pago, mensalmente, pela posição que ocupam.

A remuneração variável é composta por bônus de curto prazo, baseado em valores de mercado e de acordo com a complexidade da posição, ambos atrelados a performance de metas e indicadores de desempenho. Trata-se de uma parcela da remuneração baseada no desempenho do executivo e nos indicadores globais da Companhia, o que permite compartilhar riscos e resultados.

Em 2016, para o bônus de curto prazo, foram considerados indicadores financeiros –  EBITDA, Lucro Líquido e Dividendos, BRR – e de qualidade dos serviços prestados –  DEC/FEC, Pesquisa de Satisfação dos Clientes, Perdas, PDD e Reclamações Procedentes Ouvidoria ANEEL.

Os benefícios são assistência médica, odontológica, previdência privada, seguro de vida e tíquete refeição. Vale mencionar que, sobre a remuneração fixa e variável, há recolhimento de encargos sociais.

C) Conselho Fiscal

A remuneração do Conselho Fiscal é fixada pela Assembleia Geral, que, conforme prescrito no § 3º do artigo 162 da Lei nº 6.404/76, não pode ser inferior a 10% da média da remuneração atribuída a cada diretor, excluindo benefícios, verbas de representação e remuneração variável. Os membros desse grupo possuem remuneração fixa, além dos reembolsos legais de despesas com locomoção e estadias, necessárias ao desempenho da função. Há recolhimento de encargos sociais.

D) Empregados

A remuneração dos empregados é composta por salário mensal, benefícios e remuneração variável.

O pacote de benefícios sociais engloba planos de previdência privada, auxílio alimentação, plano de saúde, seguro de vida, auxílio creche, assistência social e psicológica, bolsa de estudo do Colégio Primeiro de Maio, entre outros.

Em 2016, os indicadores de desempenho global para a remuneração variável foram os seguintes: Perdas Totais sobre a Carga Fio, Taxa de Arrecadação, DEC, FEC, Pesquisas de Satisfação dos Clientes, BRR, Atualização de Normativos Internos.

Ética e Compliance
Estratégia e sustentabilidade

Para a consecução das estratégias, a companhia conta com um modelo de gestão e de governança estruturado, baseado em relações éticas, verdadeiras e transparentes com governos, sociedade, clientes, acionistas, administradores, empregados, prestadores de serviços, fornecedores, sindicatos, associações de classe e todos os outros públicos de interesse que se relacionam com a Companhia e contribuem para a realização da missão, a concretização da visão e a construção da marca e da imagem institucional no dia a dia. O compromisso com a geração de valor para a empresa e suas partes interessadas pode ser constatado a partir do momento em que as estratégias da companhia estão alinhadas às questões prioritárias da Matriz de Materialidade da Light e com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A convergência das ações estratégicas ao desenvolvimento sustentável pode ser explicada pelo fato da Light atuar no setor de infraestrutura, cujas atividades afetam diretamente a sociedade e o ambiente em que ela está inserida.

A análise da relação existente entre os ODS, a cadeia de valor da Light e sua estratégia de atuação foi realizada ao longo do processo de definição da materialidade da empresa.

 

Gestão de risco [G4-2]

Risco é tudo aquilo que pode impactar positiva ou negativamente os resultados da companhia. Por isso, continuamente, a Light aprimora os processos para monitorar e gerenciar os riscos aos quais está exposta.

A gestão dos riscos considera cinco níveis de impacto e probabilidade: crítico, alto, médio, baixo e muito baixo, classificando-os em financeiro, operacional e compliance.

Os riscos financeiros estão relacionados a eventos imprevistos que impactam a liquidez e/ou causam a deterioração da estrutura de capital da Companhia. 

Os riscos operacionais estão relacionados a processos e eventos inesperados, como erro humano, falha de equipamentos e sistemas e ação de agentes externos, que podem provocar perdas substanciais no valor econômico e na imagem da Companhia, afetando os clientes e o desempenho da Light em longo prazo.

Os riscos de compliance envolvem questões legais e regulatórias, assim como mudanças na conjuntura política que possam impactar o cenário do setor de energia. Em âmbito mais específico, as alterações na legislação implicam aumento de contingências judiciais para a Companhia.

O Modelo de Gerenciamento Integrado de Riscos (GIR) adotado como benchmarking pela Light é embasado em metodologia e atividades recomendadas pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Comission (COSO) para Enterprise Risk Management (ERM).

Na mensuração do impacto dos riscos, avaliamos as possíveis sanções legais e regulatórias, os aspectos financeiros e operacionais, os danos à imagem e se o risco pode gerar inconsistências nas demonstrações financeiras. Já para a mensuração da probabilidade, avaliamos o grau de suscetibilidade à fraude, bem como a complexidade e o nível de automatização do processo.

Essa primeira análise de impacto e probabilidade apresenta a mensuração do risco inerente, ou seja, a probabilidade de o risco se materializar, independentemente da existência de controles. Em seguida, mensuramos o que chamamos de risco residual, que é justamente a probabilidade de o risco se materializar, considerando o ambiente de controles da companhia.

A compreensão do risco residual permite identificar os processos extremamente relevantes e já controlados, possibilitando que a Light concentre esforços em processos que, eventualmente, possam apresentar algum nível de fragilidade.

 

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