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A gestão da empresa voltada para a sustentabilidade pode ser comprovada nas mais diversas iniciativas. A preocupação com a transparência, a objetividade e a clareza na comunicação com todos os stakeholders e o compromisso com a ética e as melhores práticas da governança corporativa constituem a garantia do reconhecimento da Light junto ao mercado.

Processo de construção da materialidade

A gestão da empresa voltada para a sustentabilidade pode ser comprovada nas mais diversas iniciativas. A preocupação com a transparência, a objetividade e a clareza na comunicação com todos os stakeholders e o compromisso com a ética e as melhores práticas da governança corporativa constituem a garantia do reconhecimento da Light junto ao mercado.

Engajamento com stakeholders

Desde 2009, o Relatório de Sustentabilidade da Light é produzido com base em sua Matriz de Materialidade, que norteia a construção de todo o conteúdo reportado ao setor elétrico, aos órgãos reguladores e à sociedade em geral. A Matriz de Materialidade apresenta os temas relevantes (materiais) que geram valor para a empresa e seus stakeholders.

  • Em 2009, identificamos o impacto de cada stakeholder, utilizando critérios estabelecidos pela norma AA 1000 – responsabilidade, influência, proximidade, dependência, representação e interação estratégica e política –, realizamos o processo de engajamento e definimos a primeira Matriz de Materialidade da Light.
  • Em 2010, durante o encontro Painel de Especialistas, que contou com a participação de representantes da Companhia e sete especialistas, os temas materiais apontados, em 2009, como de alta relevância foram validados.
  • Em 2011, a Light revalidou os temas de alta relevância durante o processo de planejamento estratégico, refletindo as expectativas dos stakeholders nas frentes que norteiam todo o Plano Estratégico.
  • Em 2012, reavaliamos a Matriz de Materialidade, categorizando os resultados em grandes temas e avaliando se estavam contemplados no Planejamento Estratégico.
  • Em 2013, a Light confirmou a priorização das questões mais relevantes na ótica da Companhia e dos stakeholders.
  • Em 2014, elaboramos a nova Matriz de Materialidade, com o objetivo de transformá-la em referência para o embasamento de decisões do negócio.

O processo de revisão da Matriz de Materialidade, em 2014, foi realizado com a assessoria da Catavento e consistiu em três etapas – identificação, priorização e validação das questões mais relevantes – descritas a seguir. A fase de identificação divide-se entre a compreensão dos ambientes externo e interno. Por ambiente externo, entendem-se o contexto e as tendências do setor de atuação da empresa. Nesse sentido, foram mapeadas as principais questões que afetam o ambiente de negócios da Light por meio de estudos e entrevistas externas que representam a voz dos diferentes stakeholders.

O ambiente interno, por sua vez, pôde ser mapeado tanto pela análise de documentos públicos e internos da empresa, quanto por entrevistas com alguns dos principais executivos da alta administração. O foco dessas entrevistas foi capturar a visão estratégica da organização e para quais iniciativas ela planeja destinar recursos.

A etapa de priorização consistiu em uma análise de frequência e relevância de citação para classificar, entre os temas previamente identificados, aqueles mais citados pelas fontes consultadas.

O resultado desse processo foi uma matriz de relevância com uma priorização inicial das questões relevantes para a Light. Em seguida, foi feita uma análise conjunta dos temas, com o objetivo de verificar as conexões entre eles, de forma a atribuir pesos diferentes a cada um. Esse foi o segundo critério utilizado para priorização. A matriz resultante é apresentada a seguir:

Matriz de materialidade da Light 2014 (elaboração: Catavento).

Por fim, os temas priorizados foram validados pela alta administração da Light e conectados à estratégia.

Identificação e interação com stakeholders

Os stakeholders da Light foram identificados no processo de definição de sua primeira Matriz de Materialidade, em 2009, com metodologia desenvolvida pela Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável (FBDS), que levantou o público de relacionamento da Companhia, totalizando 343 partes interessadas. O passo seguinte foi um exercício de priorização desse público, identificando o impacto de cada stakeholder a partir dos seguintes critérios estabelecidos pela norma AA 1000: responsabilidade, influência, proximidade, dependência, representação e interação estratégica e política. Como resultado, o número final de stakeholders priorizados foi de 248, divididos em 13 grupos: Academia, Associações e Entidades de Classe, Cliente, Comunidade, Empresa do Grupo, Especialistas, Financeiro, Fornecedores, Imprensa, ONG, Parceiros, Poder Público e Órgão Regulador. No processo de revisão da Matriz de Materialidade da Light, em 2014, foram analisados e mantidos os 13 grupos de stakeholders [GRI G4-24, GRI G4-25].

Temas Descrição Stakholders Envolvidos
Regulação e políticas públicas Revisão tarifária periódica feita pela ANEEL, em período definido no contrato de concessão. Investidores e clientes
Perspectivas de mudanças na participação de energia renovável na matriz de geração nacional. Geração distribuída e smart grid. Empresas do grupo e parceiros, clientes, especialistas
Melhoria na comunicação e engajamento com o consumidor final e na conscientização do cliente em relação ao uso da eletricidade. Cliente, comunidade, academia
Ampliação dos projetos de geração e garantia da oferta. Empresas do grupo e parceiros, clientes
Eficiência energética Gestão da demanda e demais programas de eficiência. Regulador, especialistas, academia
Compromisso com acionistas e credores, e fortalecimento do acesso ao mercado de capitais. Investidor
Intensificação do uso de recursos tecnológicos no combate a perdas (blindagem de rede e instalação de telemetria). Investidor
Qualidade de serviço Qualidade do fornecimento de energia para o consumidor final (DEC/FEC). Associações e entidades de classe, clientes, comunidade, regulador
Aprimoramento das estratégias de combate a perdas não técnicas, ampliando a disponibilidade de energia e reduzindo as tarifas para os clientes de baixa renda (ex. Light Legal). Comunidade, cliente, regulador e investidor
Participação da Light na viabilidade de grandes eventos importantes para a cidade (ex. Copa do Mundo, Rio 2016). Projetos de educação e cultura que fomentam o desenvolvimento sociocultural na área de concessão (ex. Favela Criativa). Comunidade
Água Desenvolvimento contínuo do monitoramento da qualidade da água para abastecimento do Rio de Janeiro. Comunidade

A interação com os stakeholders é um processo contínuo e em constante aperfeiçoamento. No quadro a seguir, são apresentadas as formas de engajamento periódicas, realizadas ao longo do ano.

Relacionamento da Light com as partes interessadas [GRI G4-26]

Parte interessada Formas de Engajamento Objetivo Frequência
Acionistas e Mercado Financeiro Assembleias Gerais Instância deliberativa máxima. Serve como fórum de decisões entre os diversos grupos de acionistas. Anual
Reuniões do Conselho de Administração (CA) Reunir os representantes dos acionistas para deliberação de assuntos referentes à companhia. Mensal
Reuniões de Diretoria Acompanhar a execução da estratégia aprovada pelo CA, fazendo a gestão direta do negócio. Semanal
Reuniões da APIMEC Apresentar de forma transparente as informações da gestão da empresa. Trimestral
Clientes Conselho de Consumidores Reunir representantes de todas as classes de clientes atendidas para garantir o alinhamento às necessidades da comunidade. Seis reuniões anuais
Encontro de Negócios - Grandes Clientes Estreitar o relacionamento com os diversos segmentos dos grandes clientes industriais, corporativos e dos poderes públicos. Anual
Mídias Sociais (Twitter, Facebook) A empresa vem investindo fortemente em uma multiplataforma de canais para se relacionar e dialogar cada vez melhor com seus consumidores. Atualização diária
Força de Trabalho Encontros gerenciais Nivelar o conhecimento sobre as ações da empresa e o acompanhamento do plano de ação para todo o corpo gerencial, inclusive coordenador. Organizado pela alta Direção. Trimestral
Comissões e GTs Reunir gestores e empregados para discussão de temas específicos. Conforme demanda
Fornecedores Canais de interação Reuniões, workshops, visitas, treinamentos, participação em congressos e feiras, distribuição de jornal coporativo e campanhas com temas específicos, como Segurança no Trabalho. Mensal
Órgão Regulador Reunião com ANEEL Reuniões com o órgão regulador para tratar dos aspectos regulatórios contratuais, regulamentares e estratégicos. Conforme demanda
Associações e Entidades de Classe Reunião com ABRADEE, ABRGE, ABCE, APINE Buscar parcerias, por meio da participação nos divertos comitês. No mínimo, uma reunião anual de cada GT
Comunidade Reunião com associação de moradores Levantar necessidades e expectativas das comunidades vizinhas. Conforme demanda. No mínimo, uma reunião em cada comunidade no início das atividades.
Poder Público Participação em fóruns setoriais Analisar e influenciar o desenvolvimento da legislação e regulação setoriais. Conforme demanda.
Academia Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento Durante o processo de seleção de projetos e da execução dos mesmos, a Light interage com universidades e centros de pesquisa, além de participar de fóruns de debate. Mensal

Relatórios de Sustentabilidade 

Anos Anteriores

Outros Relatos

Destacamos as adesões ao Novo Mercado da BM&Bovespa e ao CDP; a prestação de contas feita de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e a participação no grupo de empresas da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&Bovespa.

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